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Postura vaidosa e autoritária de Emília pode gerar prejuízo no bolso do trabalhador; entenda

A ameaça da prefeita Emília Corrêa de retirar Aracaju do Consórcio Metropolitano do Transporte Coletivo após ser derrotada na votação que decidiu pela continuidade da licitação do sistema vem gerando fortes críticas e preocupações sobre os impactos que a medida pode trazer para milhares de usuários da Grande Aracaju.

A principal preocupação levantada por críticos da decisão é a possibilidade de enfraquecimento ou até ruptura da integração entre os municípios que compõem o sistema metropolitano. Caso isso ocorra, trabalhadores que diariamente se deslocam entre Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros poderão ser obrigados a pagar mais de uma passagem para concluir o mesmo percurso que hoje realizam utilizando a integração tarifária.

Durante sessão na Câmara Municipal de Aracaju, o vereador Elber Batalha afirmou que a postura da prefeita estaria sendo guiada mais pela insatisfação com o resultado da votação do que por critérios técnicos. Segundo ele, a decisão da maioria dos integrantes do consórcio deveria ser respeitada. O parlamentar classificou a reação da gestora como “vaidosa” e “birrenta”, argumentando que a saída de Aracaju do modelo integrado pode representar um peso significativo para a população que depende do transporte público.

Pelas contas apresentadas pelo vereador, o aumento dos custos de deslocamento poderia chegar a cerca de R$ 270 por mês para determinados trabalhadores, valor considerado expressivo para famílias de baixa renda.