Em ano eleitoral, o debate político costuma abandonar gradualmente o campo das expectativas e migrar para variáveis concretas. Indicadores oficiais, rankings técnicos, estatísticas públicas e obras concluídas passam a exercer papel central na formação da percepção social. Em Sergipe, dados recentes de diferentes áreas da administração estadual vêm assumindo protagonismo crescente na discussão pública sobre gestão.
Na segurança pública, Sergipe consolidou posição de destaque em levantamentos nacionais. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública posicionaram o estado como o mais seguro do Nordeste, registrando taxa de homicídios dolosos em torno de 13,22 por 100 mil habitantes, índice inferior à média nacional. O indicador possui relevância ampliada não apenas pelo recorte regional, mas pelo impacto direto na percepção social, na estabilidade institucional e no ambiente econômico. Estatísticas dessa natureza, historicamente sensíveis ao eleitorado, costumam exercer influência significativa na avaliação de governos.
Na infraestrutura rodoviária, Sergipe também passou a figurar com protagonismo em avaliações técnicas nacionais. Levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) posicionou o estado como o primeiro do Nordeste e o segundo do Brasil em qualidade de rodovias. O dado dialoga com um ciclo de investimentos em recuperação de pavimentação, manutenção viária, melhorias em sinalização e reestruturação de trechos estratégicos. A qualidade da malha viária impacta diretamente logística, mobilidade regional, segurança no tráfego e custos operacionais, fatores com reflexos econômicos amplos.
Na educação, os números de infraestrutura física passaram a integrar de forma mais visível o cenário administrativo estadual. Ao longo do atual ciclo governamental, Sergipe registrou mais de 60 unidades escolares entregues, reconstruídas ou completamente modernizadas, incluindo climatização integral de salas de aula, implantação de laboratórios, quadras poliesportivas e readequações estruturais. As intervenções alcançaram diferentes regiões do estado, alterando de maneira concreta o ambiente físico da rede estadual. Paralelamente, o estado ampliou a oferta do ensino em tempo integral, modelo que vem apresentando expansão progressiva dentro da política educacional.
Na saúde pública, a conclusão do Hospital do Câncer de Sergipe Governador Marcelo Déda consolidou-se como um dos marcos estruturais mais relevantes da rede estadual. A unidade opera com mais de 230 leitos, centro de diagnóstico por imagem, quimioterapia e estrutura de alta complexidade. A operacionalização da unidade amplia a capacidade de atendimento oncológico no estado, reduz a necessidade de deslocamentos interestaduais e reforça a rede pública de assistência especializada. Além desse empreendimento, a rede estadual registrou expansão de serviços, modernização tecnológica e ampliação de leitos em unidades estratégicas.
No campo econômico, Sergipe apresentou indicadores relevantes na geração de empregos formais. Dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que o estado acumulou milhares de novos postos de trabalho com carteira assinada ao longo do atual ciclo administrativo, mantendo desempenho positivo em diferentes períodos. Em determinados recortes, Sergipe registrou crescimento proporcional superior à média nacional, com destaque para o setor de serviços, segmento de forte peso na economia estadual. Paralelamente, medidas voltadas à simplificação do ambiente de negócios, redução de entraves burocráticos e estímulo ao empreendedorismo passaram a compor a política econômica estadual.
Outros setores também reforçam a presença de números e indicadores no debate público. O turismo registrou recordes de movimentação econômica e fluxo de visitantes, impactando cadeias produtivas como hotelaria, comércio e transporte. Na infraestrutura urbana e regional, o volume de obras ampliou a visibilidade de investimentos em diferentes municípios.
Em cenários eleitorais, a disputa de narrativas raramente ignora dados objetivos. Rankings nacionais, estatísticas oficiais, indicadores públicos e entregas administrativas tornam-se variáveis centrais na formação da opinião social. Em Sergipe, o conjunto desses números contribui para um debate cada vez mais ancorado na materialidade da gestão pública e nos efeitos práticos das políticas executadas.
