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O histórico de acertos da Realce com Valmir, Emília e Fábio com dois anos de antecedência e que reforçou a revista como bússola da política sergipana

Tratada como “bússola da política sergipana” por suas análises precisas sobre os cenários eleitorais do estado, a Revista Realce confirmou, nas eleições de 2026, mais uma de suas avaliações feitas com enorme antecedência, segundo o relógio da política. Ainda em 2024, o veículo já apontava que o governador Fábio Mitidieri (PSD) tinha condições de conquistar a reeleição com tranquilidade, mesmo diante de um cenário em que boa parte dos prognósticos políticos indicava uma disputa favorável a Valmir de Francisquinho (Republicanos). As análises também impactaram quando o veículo, ainda 2 meses antes da eleição, já reforçava a possibilidade de Mitidieri vencer já no primeiro turno.

O histórico de acertos, entretanto, não começou em 2026. Para as eleições de 2022, a Realce já havia antecipado com dois anos de antecedência o cenário envolvendo Valmir de Francisquinho, inclusive foi na revista que surgiu as primeiras especulações de Emília Corrêa (Republicanos) formar chapa com o ex-prefeito de Itabaiana.

Em 2024, também dois anos antes, a revista também acertou suas análises sobre Emília, que conquistou a Prefeitura de Aracaju.

No caso do governador, essa leitura da Realce também foi construída muito antes da reta final. Enquanto diferentes narrativas tentavam sustentar um cenário mais equilibrado, a revista chamou atenção para uma sequência de fatores que mostravam a consolidação de Fábio: a liderança na maioria esmagadora das pesquisas, o crescimento da avaliação positiva do Governo, a força de uma ampla aliança política e, principalmente, a mudança das influências do eleitorado na decisão do voto, a já citada possibilidade concreta de ultrapassar os 50% dos votos válidos já no primeiro turno.

A Realce também mostrou que a eleição não seria definida apenas pela fotografia das pesquisas. Nas análises, a revista destacou a diferença entre as estratégias adotadas pelas duas principais campanhas. Enquanto Fábio avançava com um discurso mais propositivo, explorando entregas do Governo e apresentando projetos para um segundo mandato, Valmir concentrou boa parte de sua estratégia no confronto e na tentativa de desqualificar o adversário. A leitura era de que essa diferença de postura poderia pesar justamente na fase decisiva da campanha.

E pesou. Fábio não apenas venceu como confirmou a reeleição ainda no primeiro turno, consolidando nas urnas um cenário que a Realce vinha apontando de forma consistente ao longo da corrida eleitoral e com dois anos de antecedência.