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Gestão de Emília Corrêa entrega hospital de R$ 290 milhões a entidade ré por corrupção

A Prefeitura de Aracaju enfrenta mais um escândalo após ter assinado o Contrato de Gestão nº 0001/2026. A medida, chancelada pela prefeita Emília Corrêa e pela secretária municipal da Saúde, Débora Leite, entregou a administração do Hospital Municipal Dr. Nestor Piva ao Instituto de Gestão e Cidadania (IGC) pelo valor de R$ 290,5 milhões por cinco anos. No entanto, o repasse anual de R$ 58,1 milhões vai para o caixa de uma entidade com histórico nada bom, expondo uma grave e alarmante falha nos mecanismos de fiscalização do Poder Executivo municipal.

O histórico que antecede o IGC e seu representante legal, Herbert Pessoa Lobo, passa longe de credenciar a entidade a gerir a principal unidade de urgência da Zona Norte. O instituto figura como réu em Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa fruto da Operação Consilium, deflagrada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) contra desvios de R$ 4,8 milhões na saúde do município de Russas (CE).

As investigações revelaram um modus operandi baseado em notas frias, empresas de fachada e contratação de apadrinhados políticos. Ignorando tais antecedentes, a atual gestão de Aracaju abriu as portas dos cofres públicos a uma organização sob constante vigilância policial e judicial.

Além do histórico criminal, os valores pactuados sob a gestão de Emília Corrêa acendem alertas inequívocos de sobrepreço. Uma análise comparativa indica discrepâncias injustificáveis: em Maracanaú (CE), o mesmo IGC administra uma unidade de saúde similar com 15 mil atendimentos mensais ao custo anual de R$ 20 milhões. Já em Aracaju, para realizar 22 mil atendimentos, um volume 46% maior, a Prefeitura concordou em pagar R$ 58,1 milhões por ano, uma cifra 190% mais alta.