Uma declaração do delegado e senador Alessandro Vieira (MDB), eleito pelo bolsonarismo em 2018, voltou a colocar o pré-candidato ao Governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho (Republicanos), em uma situação extremamente delicada junto ao eleitorado de direita.
Ao longo dos últimos anos, Valmir tem enfrentado desgastes com esse campo político, que por muito tempo foi a espinha dorsal de seu eleitorado, e que tem como algumas de suas principais bandeiras o combate firme à corrupção, a defesa das forças de segurança e o endurecimento contra a criminalidade. Paralelamente, o ex-prefeito segue convivendo com desdobramentos judiciais, especialmente relacionados ao caso do Matadouro de Itabaiana.
Nesse processo, Valmir responde por supostos desvios de recursos públicos e chegou a tentar firmar um Acordo de Não Persecução Cível com o Ministério Público, comprometendo-se ao ressarcimento de parte dos valores apontados na investigação. O acordo, entretanto, acabou sendo posteriormente anulado pela Justiça, e o processo segue em tramitação, mas deixando a sensação de admissibilidade de culpa por sua parte.
Agora, o novo desgaste surgiu após Valmir levantar suspeitas sobre a atuação de policiais do COPE na apreensão de R$ 240 mil em espécie com o ex-diretor financeiro da Secretaria Municipal da Educação de Aracaju. Em resposta, Alessandro Vieira saiu em defesa da corporação e fez uma declaração que repercutiu no meio político. “Nunca vi bandido gostar de polícia. Valmir não gosta de polícia, a gente sabe”, afirmou o senador, acrescentando ainda que críticas desse tipo “ofendem os policiais e os sergipanos”.
