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Bradesco autoriza apenas reparos estéticos e nega troca de itens de segurança de Mercedes-Benz após acidente em Sergipe

Uma decisão da Bradesco Seguros deve provocar debate judicial em Sergipe após a negativa parcial de reparo de uma Mercedes-Benz CLA 180 envolvida em um acidente em uma estrada no município de Cristinápolis, no sul do estado.

Após a colisão traseira, o veículo foi encaminhado para avaliação na concessionária autorizada da Mercedes-Benz, em Aracaju. Segundo o orçamento técnico emitido pela própria autorizada, além dos danos estruturais e de acabamento, houve apontamento para substituição de componentes diretamente ligados ao sistema de segurança do automóvel, entre eles cintos de segurança e módulo do airbag (SRS).

Mesmo diante da avaliação técnica da concessionária, a seguradora autorizou apenas parte dos reparos, liberando cerca de R$ 4,3 mil para serviços de funilaria e acabamento, enquanto negou a substituição dos itens de segurança, cujo valor ultrapassa R$ 29 mil. A justificativa apresentada foi a de que os componentes “não teriam relação com o acidente”, entendimento mantido mesmo após vistoria complementar.

O caso passou a gerar questionamentos justamente porque a controvérsia não envolve peças estéticas ou opcionais, mas sistemas responsáveis pela proteção física dos ocupantes do veículo. Nos bastidores jurídicos, a avaliação é de que a discussão ultrapassa uma simples divergência de orçamento e pode abrir precedente relevante sobre os limites das negativas parciais em reparos automotivos.

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que, quando a seguradora reconhece o sinistro, mas exclui componentes ligados à segurança passiva do veículo, o debate deixa de ser apenas financeiro e passa a envolver integridade funcional e responsabilidade técnica.

O caso deve ser levado ao Judiciário nos próximos dias.