A condução da CPI do Crime Organizado pelo senador Alessandro Vieira, que só agradou a extrema direita, passou a ser alvo de críticas ainda mais duras após a rejeição de seu relatório final, que, além de não avançar, acabou gerando forte repercussão negativa.
A avaliação que ganha força nos bastidores é de que o documento falhou ao não apresentar foco direto nas principais estruturas do crime organizado, levantando questionamentos sobre sua efetividade e se o delegado estaria temendo os “grandes bandidos”.
O parecer apresentado pelo senador previa o indiciamento de autoridades do Judiciário e do Ministério Público, mas não trouxe apontamentos concretos sobre facções como PCC e Comando Vermelho, o que motivou críticas de diferentes setores.
Lideranças políticas de esquerda classificaram o relatório como deslocado do objetivo original da CPI, enquanto aliados do governo apontaram que o texto acabou servindo mais a disputas políticas do que ao enfrentamento direto da criminalidade.
O resultado foi a rejeição do parecer e o consequente desgaste político do parlamentar.
