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Alas conservadoras ligadas a Rodrigo teriam ficado insatisfeitas com os recentes posicionamentos de Emília Corrêa

As alas mais conservadoras do grupo oposicionista em Sergipe, que acompanham o principal nome da direita no estado, Rodrigo Valadares (UB), teriam demonstrado insatisfação crescente com os recentes posicionamentos da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), isso porque, segundo a Revista Realce, há um processo de isolamento político do parlamentar dentro do bloco que hoje gravita em torno da gestora.

De acordo com o veículo, apesar de Rodrigo ser hoje o principal representante da direita sergipana, com apoio direto do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele enfrenta resistências internas para se consolidar como pré-candidato ao Senado pela oposição. O cenário teria se agravado desde que o deputado assumiu o comando do PL em Sergipe, movimento que resultou no afastamento dos irmãos Amorim e alterou o equilíbrio interno do agrupamento oposicionista.

Segundo o jornalista Diogenes Brayner, a permanência de Rodrigo na chapa majoritária ainda depende de uma discussão mais ampla dentro do bloco, prevista para ocorrer nos próximos meses. Há, nos bastidores, resistência à sua indicação, atribuída tanto à nova condução do PL quanto à influência exercida pelos irmãos Amorim, que, conforme denúncias de parlamentares da oposição, a exemplo de Elber Batalha (PSB), teriam forte participação nas decisões da gestão municipal.

Nesse contexto, Emília Corrêa teria recuado do discurso inicial de definição clara da chapa e deixado uma das vagas ao Senado em aberto, gesto que ampliou o incômodo entre os setores mais ideológicos do grupo, alinhados a Rodrigo. O próprio deputado, que por um longo período optou pelo silêncio, passou a adotar um tom mais firme nas últimas semanas, defendendo publicamente que o grupo político não pode “deixar soldados para trás”.

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