Se a política sergipana fosse exibida em capítulos de novela, a oposição certamente estaria ocupando o horário nobre. Não por protagonizar um projeto consistente de poder, mas pela sucessão de intrigas, disputas internas, acordos feitos longe dos holofotes e vaidades que se sobrepõem a qualquer tentativa real de unidade, e que lembra uma novela mexicana.
A cada gesto ensaiado de união, surge um novo movimento que revela o oposto: ninguém confia em ninguém, e todos jogam para si. A vaidade, aliás, tem sido um dos principais combustíveis desse desgaste. Lideranças que deveriam atuar como articuladores preferem medir força, disputar holofotes e liderança, mesmo quando isso enfraquece o grupo como um todo, como tem acontecido com Emília Corrêa e Valmir de Francisquinho.
Conforme revelou a Revista Realce, ambos travam uma queda de braço nos bastidores para saber quem lidera quem. O resultado é uma oposição fragmentada, incapaz de falar a mesma língua ou de apresentar um discurso minimamente alinhado.
Enquanto isso, o tempo corre. O calendário eleitoral avança e, ao invés de construir um projeto competitivo, a oposição segue presa a disputas internas, personalismos e jogos de bastidores, deixando o espaço totalmente aberto para a reeleição de Fábio Mitidieri como governador.
