A oposição deve migrar em peso para o Republicanos, redesenhando o comando da sigla e transformando o partido no principal abrigo das lideranças que romperam com o PL de Rodrigo Valadares. As informações foram divulgadas hoje com exclusividade pela Revista Realce.
E no centro dessa reviravolta está o destino de Gustinho Ribeiro, atual presidente da legenda em Sergipe. A executiva nacional já admite que o deputado não deve permanecer no Republicanos, com tendência de migração para a Federação UP, ou, em um plano alternativo, para o Progressistas, caso a formação do bloco mude nos bastidores. Mas o detalhe mais chamativo é que, conforme a Realce também revelou, Gustinho participou ativamente da articulação oposicionista no começo do ano, no cenário em que o PL seguiria sob domínio de Edivan Amorim. Nesse desenho, Ribeiro iria para lá e o bloco faria até três federais. Como a articulação desandou, ele teria de entregar o Republicanos. E é exatamente esse roteiro que vem sendo seguido agora.
Com sua provável saída, o comando estadual do Republicanos deve pousar nas mãos de Emília Corrêa ou de Edivan Amorim. A chegada da prefeita consolida, de vez, o partido no campo oposicionista e reforça o alinhamento com o conservadorismo nacional, já que a legenda deve lançar Tarcísio de Freitas à Presidência.
O pacote inclui ainda as migrações de Thiago de Joaldo e Ícaro de Valmir, além da permanência de André David, que pode assumir mandato ainda nesta legislatura. A nova formatação garante ao Republicanos uma chapa de federal competitiva, com grande chance de eleger dois nomes.
E enquanto essa mudança acontece, Rodrigo Valadares fica cada vez mais isolado dentro do PL. O partido deve sofrer uma debandada ainda maior, perdendo quadros, estrutura e projeção.
