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Até onde vai a falta de empatia? Mesmo após revelar depressão, Moana Valadares vira alvo de ataques nas redes sociais

A revelação de que enfrentou um processo depressivo, perdeu dez quilos e precisou se afastar para cuidar da própria saúde não foi suficiente para impedir que a vereadora Moana Valadares (PL) se tornasse alvo de novos ataques nas redes sociais. Mesmo diante de um relato pessoal sobre um dos períodos mais difíceis de sua vida, parte dos internautas reagiu com ironias, deboches e comentários ofensivos, levantando uma discussão que vai além das divergências políticas: a falta de empatia diante do sofrimento psicológico de outra pessoa.

Numa publicação feita pela Revista Realce, que repercutiu o pronunciamento da parlamentar, diversos comentários chamaram atenção pelo teor das manifestações. Expressões como “Se trabalhasse ocupava a mente”, “Começou o mimimi porque perdeu” e “O pranto de quem é ruim não me comove” estiveram entre as reações registradas.

Outros internautas chegaram a ironizar diretamente a depressão relatada pela vereadora, associando sua condição emocional ao resultado das eleições. As manifestações mostram como a polarização política também tem ultrapassado os limites do debate público, atingindo questões pessoais e de saúde.

É importante destacar que ocupar um cargo público não torna ninguém imune ao sofrimento psicológico, tampouco retira o direito ao respeito. Moana, assim como qualquer outra liderança política, está sujeita a críticas, cobranças e questionamentos sobre sua atuação parlamentar. Entretanto, existe uma diferença considerável entre fiscalizar o trabalho de um representante eleito e transformar um relato de adoecimento emocional em motivo de deboche. A depressão é uma condição de saúde reconhecida pela medicina e não deve ser tratada como fraqueza, exagero ou instrumento de disputa partidária.