Não é apenas dentro de Sergipe que a disputa pela reeleição de Rogério Carvalho (PT) tem despertado atenção. Nas últimas semanas, lideranças de movimentos sociais, entidades sindicais, representantes das forças de segurança e até do esporte nacional passaram a reconhecer publicamente a importância de sua atuação no Senado. Um movimento que ajuda a dimensionar o espaço que o sergipano conquistou em Brasília ao longo dos últimos anos.
E talvez isso tenha ainda mais peso pelo momento vivido no Congresso. Com o fortalecimento de bancadas conservadoras, pautas relacionadas aos direitos dos trabalhadores, às políticas sociais e a outros temas historicamente defendidos pelo campo progressista estão no centro de disputas frequentes entre os diferentes grupos políticos. É nesse ambiente que votos e posições de cada parlamentar ganham uma importância ainda maior para movimentos e entidades que acompanham essas discussões.
Rogério tem estado presente em algumas delas. Um exemplo recente é a discussão sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho, pauta que mobilizou centrais sindicais e trabalhadores de todo o país. O senador sergipano se posicionou em defesa da mudança, num debate que envolve diretamente a rotina de milhões de brasileiros. É também nesse campo que aparece o apoio de nomes como Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), que declarou apoio à sua reeleição.
O reconhecimento, no entanto, não tem vindo apenas de setores tradicionalmente ligados ao campo progressista. José Henrique, vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FENAPRF), também manifestou apoio a Rogério em meio às discussões da PEC da Segurança Pública, da qual o senador sergipano é relator na Comissão de Constituição e Justiça. A proposta trata, entre outros pontos, da integração das forças de segurança e do enfrentamento ao crime organizado.
Foi justamente durante a análise dessa PEC que outro setor passou a reconhecer uma decisão tomada por Rogério. Entidades esportivas estavam mobilizadas contra um dispositivo que poderia retirar mais de R$ 500 milhões por ano dos recursos destinados ao esporte. Ao concluir seu relatório, o senador retirou esse trecho, acolhendo emendas apresentadas por diferentes parlamentares. A mudança foi mantida na aprovação do texto-base pela CCJ.
A decisão repercutiu entre algumas das principais entidades esportivas do país. O presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Marco La Porta, comemorou a aprovação do relatório e agradeceu aos senadores que acolheram a reivindicação do setor. A Liga Nacional de Futsal, que também participou da mobilização em Brasília, destacou a retirada do dispositivo e o impacto da decisão para a preservação dos recursos destinados ao esporte.
São manifestações que vêm de setores diferentes e por razões também diferentes. Mas, juntas, ajudam a explicar por que o mandato de um senador eleito por Sergipe passou a ser acompanhado por entidades e lideranças de alcance nacional.
