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Defensor histórico da classe trabalhadora, Rogério reforça compromisso com fim da escala 6×1 em votação na CCJ

Defensor histórico das pautas ligadas à classe trabalhadora, o senador Rogério Carvalho (PT) voltou a reafirmar esse compromisso nesta quarta-feira, 2, durante a discussão da proposta que prevê o fim da escala 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O sergipano se posicionou favoravelmente à redução da jornada semanal de 44 para 36 horas, defendendo que o avanço representa mais qualidade de vida e dignidade para milhões de brasileiros.

Durante a discussão, Rogério destacou que a pauta deixou de ser apenas uma reivindicação de determinadas categorias e ganhou força em todo o país. Segundo ele, o fim da escala 6×1 está entre os assuntos mais cobrados pela população durante suas agendas, justamente por atingir diretamente a rotina de trabalhadores que hoje têm pouco tempo disponível para a família, o descanso e a própria qualificação profissional.

O senador também chamou atenção para o impacto da mudança na vida das mulheres, que, além da jornada profissional, muitas vezes acumulam responsabilidades domésticas e familiares. “Eu fico feliz de que, no dia de hoje, nós teremos maioria para aprovar o fim da escala 6×1 e aprovar uma jornada mais compatível com o tempo que a gente vive”, afirmou. Rogério ainda citou as transformações provocadas pela inteligência artificial e pela automação como fatores que tornam necessária uma nova discussão sobre a organização do trabalho.

Ao defender a proposta, Rogério reforçou um discurso que tem marcado sua atuação no Congresso: a defesa de que desenvolvimento econômico e avanços tecnológicos também precisam resultar em melhores condições de vida para quem trabalha. “Nós não podemos continuar tratando gente como número, como se essa pessoa não tivesse família, não tivesse mãe, pai, filho, amigo, uma vida fora do trabalho”, pontuou.

A proposta discutida na CCJ tem parecer do senador Omar Aziz (PSD-AM) e prevê a redução da jornada para 36 horas semanais em até 14 meses. A expectativa é de que, após a conclusão da análise na comissão, o texto avance para o Plenário do Senado.