Em um Congresso onde grupos econômicos organizados têm força, estrutura e capacidade de pressão, a representação de quem está do outro lado dessa realidade ganha ainda mais importância. É nesse espaço que o senador Rogério Carvalho (PT) tem construído boa parte de sua atuação em Brasília, com um mandato voltado para mulheres, trabalhadores, pequenos agricultores, mães atípicas, população LGBTQIA+ e outros segmentos que historicamente encontram mais dificuldades para fazer suas demandas chegarem ao centro das decisões.
Essa é, inclusive, uma das razões apontadas pelo próprio Rogério para defender a importância de sua permanência no Senado. O petista já chamou atenção para a composição do Congresso e para a resistência que algumas dessas pautas enfrentam atualmente.
“Tem muitos parlamentares que se opõem à luta das mulheres, à luta dos trabalhadores, à luta das organizações que se preocupam com o povo mais pobre, pequeno agricultor”, afirmou.
A avaliação feita pelo senador parte de uma diferença que pesa diariamente em Brasília: enquanto grandes setores econômicos contam com estruturas profissionais para acompanhar projetos, pressionar parlamentares e defender seus interesses, a maior parte da população não dispõe dos mesmos instrumentos. “Toda essa parcela da sociedade, que é a maioria da população brasileira, não tem lobby lá em Brasília, não tem uma empresa de consultoria para poder orientar, para poder ir nos parlamentares”, destacou.
É justamente aí que Rogério coloca o papel de seu mandato. Sua trajetória política sempre esteve diretamente ligada às políticas sociais, principalmente à saúde pública e à defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), uma das marcas de sua vida pública. No Senado, essa atuação foi ampliada para debates relacionados aos direitos dos trabalhadores, das mulheres, da população negra, da comunidade LGBTQIA+, dos pequenos agricultores e de outros grupos mais vulneráveis.
Em um Congresso mais conservador, parte dessa atuação também passa por evitar retrocessos em direitos já conquistados. Para esses segmentos, ter parlamentares dispostos a fazer esse enfrentamento significa garantir presença justamente onde são tomadas decisões capazes de afetar diretamente suas vidas.
