O clima entre a Prefeitura de Aracaju e a Câmara de Vereadores tem esquentado, especialmente após a nova polêmica envolvendo o presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Hugo Esoj. Ao longo da semana, parlamentares intensificaram as cobranças sobre a gestão e passaram a defender uma resposta mais dura da prefeita Emília Corrêa (Republicanos), incluindo sua exoneração, após denúncias apresentadas pelo vereador Elber Batalha (PSB).
O movimento mostrou uma Câmara novamente disposta a tensionar politicamente com o Executivo, mas, até o momento, não foi suficiente para alcançar o principal objetivo defendido por parte dos vereadores: o afastamento de Hugo.
Elber afirmou que existiriam supostas irregularidades relacionadas a um quiosque na Aruana. Segundo o vereador, a permissão estava formalmente em nome de André Luiz Mendonça dos Santos, coordenador da Secretaria Municipal da Educação e primo de Hugo, mas o espaço teria sido explorado pelo atual presidente da Emsurb e posteriormente alugado a uma empresária. O parlamentar também acusa a gestão da empresa municipal de ter adotado medidas administrativas contra a permissionária após Hugo assumir o órgão. As acusações ainda estão sob discussão e dependem de apuração.
O presidente da Câmara, Ricardo Vasconcelos, afirmou que, se estivesse no lugar de Emília, afastaria Hugo enquanto os fatos fossem apurados e revelou ter recebido informações sobre outras possíveis denúncias. Parlamentares também defenderam aprofundamento das investigações, aumentando a pressão sobre o Executivo e dando à Câmara um papel mais incisivo no episódio.
Emília, entretanto, manteve Hugo Esoj no comando da Emsurb e sustentou que não há, até agora, elemento concreto que justifique o afastamento. Com a decisão, os vereadores conseguiram tensionar o clima e impor desgaste à gestão, mas não reuniram força suficiente para fazer prevalecer, neste momento, o afastamento defendido por parte da Câmara, dando a Emília mais uma vitória na queda de braço entre Executivo e Legislativo.
