Uma declaração da delegada Danielle Garcia (MDB), pré-candidata à Assembleia Legislativa de Sergipe, repercutiu hoje, 27, após a divulgação, com exclusividade pela Revista Realce, das denúncias sobre um suposto atendimento diferenciado ao sogro da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), no Hospital Municipal Nestor Piva. Ao comentar o caso, ela destacou que, se as informações forem confirmadas, a situação pode representar violação aos princípios que regem a administração pública.
Durante declaração concedida à Realce, Danielle ponderou que considera positivo quando gestores públicos utilizam os serviços oferecidos pelo próprio poder público, mas fez uma ressalva em relação à possibilidade de qualquer tratamento privilegiado. Segundo ela, a administração deve observar o princípio da impessoalidade, garantindo igualdade no atendimento a todos os cidadãos.
“Se por um lado é louvável que o gestor vá para a rede pública, inclusive para experimentar um pouco da gestão, por outro, a gente fica preocupado com as notícias de que havia um certo isolamento da área, um tratamento específico, especial. A coisa pública tem que ser impessoal. Se realmente houve algum tipo de privilégio para parentes da prefeita, isso é reprovável, isso é imoral, pode configurar uma improbidade administrativa. Mas isso fica para as autoridades apurarem”, afirmou.
A manifestação ocorre após a repercussão das reportagens publicadas pela Revista Realce, que trouxeram relatos sobre um suposto atendimento especial ao familiar da prefeita dentro da unidade municipal de saúde.
