Apesar de ser pré-candidato ao Governo do Estado, numa situação analisada como extremamente delicada por juristas e pela classe política diante dos escândalos envolvendo seu nome que podem torná-lo novamente inelegível, Valmir de Francisquinho (Republicanos) ainda tinha pretensões ambiciosas para a chapa majoritária, defendendo o nome de Adailton Sousa para encabeçar a composição para a Casa Alta. No entanto, nesta semana, foi confirmada mais uma derrota do ex-prefeito na briga com Emília Corrêa (Republicanos) e os irmãos Amorim pela liderança da oposição.
Foi confirmado pelo deputado federal Thiago de Joaldo (PP) que Adailton será o primeiro suplente do ex-senador Eduardo Amorim (Republicanos) na disputa pelo Senado. E essa decisão enterra qualquer possibilidade de o ex-prefeito de Itabaiana encabeçar a chapa para a Casa Alta e reforça a avaliação de que o grupo liderado por Emília e pelos Amorim conseguiu impor sua estratégia na composição majoritária para 2026.
O episódio se soma a outros movimentos recentes que evidenciam a dificuldade de Valmir em fazer prevalecer suas posições dentro da oposição. Ele tem visto decisões importantes serem conduzidas por outros líderes do agrupamento, enquanto nomes defendidos por ele acabam ficando em segundo plano, como coadjuvante, nas definições mais relevantes.
Agora, resta saber quem indicará o vice na chapa de Valmir. Informações de bastidores apontavam que Priscila Felizola poderia ser a escolhida para ocupar o posto. No entanto, aliados de Emília têm demonstrado forte resistência à possibilidade, avaliando que a composição poderia gerar desgaste político e comprometer o discurso adotado pelo grupo, além de provocar reflexos no projeto político da prefeita para 2028. Com isso, a disputa pelo comando das decisões dentro da oposição promete continuar nos próximos meses.
