A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, pode terminar o processo eleitoral sem sequer compor diretamente a majoritária de Valmir de Francisquinho. Nos bastidores, cresce a avaliação de que a gestora não pretende mergulhar integralmente na pré-campanha do aliado, principalmente diante das discussões envolvendo uma possível aproximação com o grupo do ex-governador Belivaldo Chagas.
Segundo análise repercutida pela Revista Realce, a possibilidade de uma composição ligada a Belivaldo é vista como um problema para Emília. A leitura de aliados é que apoiar uma chapa com essa configuração enfraqueceria diretamente o discurso que a prefeita tenta consolidar de olho em um projeto futuro para a reeleição em 2028, e para o Governo do Estado, em 2030.
A movimentação ajuda a explicar porque setores mais próximos da prefeita não demonstram grande engajamento na pré-campanha de Valmir. A avaliação interna é que Emília tem concentrado esforços em fortalecer sua própria posição como principal liderança do agrupamento, evitando se vincular completamente a um projeto que possa comprometer seus planos futuros.
Nos bastidores, a percepção é que Valmir depende justamente de uma participação mais intensa da prefeita para transformar sua pré-candidatura em um projeto competitivo. No entanto, até aqui, os movimentos observados indicam o contrário.
