A análise publicada pela revista Realce nesta quinta-feira, 15, chama atenção para um fator que tende a marcar de forma decisiva as eleições de 2026 em Sergipe: a polarização na disputa pelo Senado.
Mesmo diante da prisão, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue exercendo forte influência sobre o campo conservador em nível nacional, o que acaba refletindo nos estados. Em Sergipe, esse ambiente já começa a se traduzir em um cenário de confronto ideológico mais nítido na corrida para a Casa Alta, em contraste com a disputa pelo Governo, que apresenta uma dinâmica bem menos tensionada.
Para o Senado, a leitura predominante entre lideranças políticas e interlocutores de diferentes grupos aponta o senador Rogério Carvalho (PT) como favorito. Líder do Governo Lula no Senado, o petista reúne capital político, visibilidade nacional e bom desempenho em levantamentos internos, fatores que o colocam em posição confortável. A grande incógnita permanece na segunda vaga, onde o cenário se mostra fragmentado e altamente competitivo, com diversos nomes do campo conservador buscando espaço.
Nesse contexto, Rodrigo Valadares (União Brasil) voltou a ganhar tração após um período de perda de protagonismo e reaparece entre os favoritos. Ainda assim, enfrenta concorrência direta de outros nomes que disputam o eleitorado bolsonarista e conservador, como Alessandro Vieira (MDB), Eduardo Amorim (Republicanos), André David (Republicanos) e André Moura (União Brasil). Embora visto como um nome de centro, AM carrega rejeição natural da esquerda, o que também o insere no cenário da polarização. O esforço desses grupos tem sido concentrado na conquista do eleitor indeciso e na ampliação de alianças.
